Foi
realizado na Universidade Federal de Sergipe (UFS) de 21-23 de maio de 2012,
promovido pelo GRUPAM, grupo de pesquisa ligado ao departamento de Geografia da
UFS. Teve por finalidade refletir sobre os desafios que estão sendo vivenciados
para a manutenção da produção de diversos alimentos tradicionais e de outras
manifestações culturais na contemporaneidade.
O
primeiro dia do evento, a mesa foi composta por quatro professores, juntamente
com a organizadora do seminário a Profa. Dra. Sônia de Souza Mendonça Menezes,
que apresentou o evento e falou sobre o grupo de pesquisa, o GRUPAM. O
conferencista foi a Profa. Dra. Ellen Fernsterseifer Woortmann (UNB), que falou
sobre o papel da pesquisa e do ensino na valorização dos alimentos, assim como
as demais manifestações culturais tradicionais na contemporaneidade. Após a
conferência ouve uma apresentação de um grupo de Reisado e depois um coquetel de
comidas típicas.
No
segundo dia, houve uma mesa redonda coordenada pelo prof. Dr. Antônio Lindvaldo
Sousa (DHI/UFS), onde se discutiu o alimento como manifestação cultural e
reprodução social e econômica nos territórios. As palestrantes foi Fabiana
Thomé da Cruz, engenheira de alimentos; Luzineide Carvalho Dourado, Dra. em
Geografia; e a Msc. Maria de Fátima Farias de Lima.
A
professora Doutora Luzineide foi a primeira a falar e destacou sobre o
território da natureza no semi-árido brasileiro e os alimentos reeditados. E a
segunda palestrante, foi a Engenheira de Alimentos e Doutoranda em
Desenvolvimento Rural Fabiana Thomé que explanou sobre a valorização dos alimentos
tradicionais, dando exemplos de quais seriam estes, como os queijos, os
derivados da mandioca e ainda acrescentou também que os alimentos tradicionais
são aqueles feitos manualmente, ou seja, produtos artesanais. Mas, tem alguns
alimentos que mesmo usando a mecanização não perde o sentido artesanal.
A
última palestrante da manhã foi a Msc. Maria de Fátima Farias que apresentou um
vídeo sobre o projeto Ceará do qual ela participa, juntamente com uma equipe de
nutricionistas, historiadores, engenheiros de alimentos. O objetivo deste
projeto é organizar uma exposição formada por fotógrafos, textos assim como
integrar o público do centro Dragão do Mar de Arte e Cultura a ações de
valorização dos mestres do saber culinário. Este projeto é composto de duas
fases: a 1º é exploratória e a 2º de levantamento. Além disso, a palestrante
também no falou sobre os desafios da pesquisa de campo. Dentre eles, a
dinâmica/complexidade dos processos culinários, a negociação do pesquisados com
os próprios gostos e moral.
No
terceiro dia, quarta-feira, tivemos um mesa redonda com o tema: As políticas e
os movimentos de valorização das manifestações culturais no Brasil. A primeira
palestrante foi a Dra. Maria Augusta
Mundim Vargas, que explicou sobre o papel do Estado, que é reconhecer, preservar
e proteger, falou também sobre o papel
do geografo e a difícil interpretação das políticas.
Claudia
Vasquez representante do IPHAN fez uma explanação com relação à política do
órgão, assim como os mecanismos utilizados para a defesa do bem histórico, seja
ele material ou imaterial. Nos mostrou de que forma esse órgão trabalha para
garantir a continuidade de bens culturais e,
explicou também a diferença entre o tombamento e o registro. E por
ultimo foi à fala de Cênia Sales, Líder do Movimento Sloow Food e a de Rosangela Pezza Cintrão, componente do Sloow Food.
Explicou que este consiste em um movimento, uma organização eco-gastronômica
internacional, sem fins-lucrativos mantida pelos próprios membros. Por último,
foi aberto a participação dos ouvintes, através do debate.
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