Este relatório diz respeito à
viagem feita até Laranjeiras no dia 11 de maio do presente ano, com o objetivo
de encontrar informações que pudessem dar um suporte para a produção de um
vídeo sobre festividades tradicionais em Laranjeiras, que faz parte de um
trabalho em conjunto com a turma da disciplina Sergipe II, ministrada pelo
prof. Dr. Antônio Lindvaldo Sousa da Universidade Federal de Sergipe.
Fundada em 1605 e distante apenas 23 km da capital, Laranjeiras é a segunda cidade mais antiga de Sergipe e abriga diversas tradições de nossa cultura. Situada no Vale do Cotinguiba, era um imenso canavial e durante muito tempo a cana-de-açúcar representou seu principal ciclo econômico. Com os engenhos, chegaram os escravos e as igrejas, com suas irmandades e festas. A cidade possui 16 igrejas católicas, e é considerada como o maior polo folclórico do Estado de Sergipe.
| Igreja matriz, Sagrado Coração de Jesus |
Logo na chegada,
notamos que se constitui em uma cidade histórica, representante das raízes do
povo sergipano. Vistamos algumas igrejas, a primeira delas foi a igreja matriz,
Sagrado Coração de Jesus, localizada
na Rua do Sagrado Coração de Jesus. A seguir fomos à outra igreja, está no alto
de uma ladeira e depois de uma considerável subida chegamos a Igreja do Bonfim,
que passou por uma grande reforma no século XIX devido a um incêndio que a
destruiu parcialmente. Do alto dela é
possível ter uma ampla visão da região. Dela
também podemos observar a Capela de Bom
Jesus dos Navegantes que está localizada na Colina do Bom Jesus, ponto alto
da cidade. Também andamos pelas ruas
sempre olhando os detalhes dos prédios tombados pelo IPHAN – Instituto do patrimônio Histórico e Artístico Nacional - e por último, visitamos o museu Afro-brasileiro de Sergipe.
O museu foi fundado em 28 de maio de 1976 e é um espaço
dedicado à herança cultural de matriz africana. Evidencia a presença negra no
estado, especialmente em Laranjeiras. Como a maioria das festividades que foram
analisadas neste trabalho - Os Lambe Sujos,
Caboclinhos, as Taieiras e São Gonçalo - são de origem negra, é importante
conhecer a presença do negro em Sergipe. E é no ciclo de natal, especialmente
na Festa dos Santos Reis, que estas tradições afloram. O museu Afro-brasileiro
fala desde a escravidão dos negros - tendo sala dedicada aos instrumentos de
tortura - os mais tratos, o papel do negro dentro da casa grande, as religiões,
o papel do negro nos engenhos até as representações culturais através de suas
festividades e crenças.
| Quadro representando Lambe Sujo X Caboclinhos |
Passamos a manhã toda
na cidade de Laranjeiras e podemos concluir que foi bem proveitosa. É
interessante ver e conhecer um pouco da nossa cultura, principalmente sobre os
negros que viviam aqui em Sergipe. Neste sentido, o museu Afro-brasileiro teve
um papel relevante, já que foi lá que encontramos mais suportes para o vídeo sobre
as manifestações culturais.
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