No século XIX, havia índios dispersos em vários pontos de Sergipe, no entanto, eram nos aldeamentos que se concentravam o maior número deles. Reconhecia-se a existência das seguintes povoações indígenas: Aldeia de Água Azeda, Missão de Nossa Senhora do Carmo de Japaratuba, Missão Félix de Pacatuba, Missão de São Pedro da Folha e Vila do Tomar do Geru. No século XIX, eles praticavam a agricultura de subsistência, desenvolviam atividades de pesca, relevantes sobretudo nas aldeias sanfranciscanas, pela proximidade do rio. Aprenderam nos aldeamentos vários ofícios, e se tornaram sapateiros, alfaiates, ferreiros, carpiteiros, carpinas, serradores, pedreiros etc. Quanto as mulheres, praticavam a cerâmica, panos de algodão, fabricados pelas louceiras e pelas fiandeiras indígenas. Os índios se inseriram no sistema regional como assalariados , eram tangedores de gado ou trabalhadores nas roças mediante pagamento, ou ainda forneciam produtos artesanais e agrícolas.
As relações com os negros se acentuaram resultando, inclusive, em casamentos nos mistos. Dessa forma, o modo de vida dos índios aldeados no século XIX, é resultante de um longo contato com os regionais, moldado pela estrutura com da aldeia missionária.
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