sexta-feira, 16 de julho de 2010

Os índios e o processo de colonização

Oi pessoal, como vimos no texto passado os índios que ocuparam Sergipe não eram todos iguais, não viviam todos do mesmo modo, nem falavam todos a mesma língua. No entanto, para sabermos o que acontece com os índios antes e depois de 1500, é necessário saber quem eram os portugueses e o que queriam.
A sociedade portuguesa, principalmente a burguesia, tinham como ambição o lucro comercial proveniente da circulação de mercadorias que vinham do Oriente e tinham larga aceitação na Europa, como o cravo e a canela. Assim, com a abundância do pau-brasil, atraiu os franceses para o atual território de Sergipe, e que desde o início fizeram alianças(escambo) com os Tupinambá para explorar a riqueza. Era o índio que derrubava a madeira, desbastava, cortava, transportava para os navios. A idéia que muitos de nós conhece, que os índios são preguiçosos, surge mais tarde quando o europeu tenta incorporar o índio a agricultura, tarefa essa que era realizada pelas mulheres nas cultura indígena.
A colonização marca uma mudanças significativa nas relações entre índios e europeus. Além do uso contínuo da exploração do trabalho do índio, implicava na ocupação das terras pelos portugueses, através do desenvolvimento da agricultura e outras atividades que entravam em choque com os interesses dos índios. Assim, o índio foi utilizado como escravo reagindo a essa submissão e entrando várias vezes em conflitos com os europeus. Sendo a Guerra Justa, umas das formas dos colonos adquirirem escravos de maneira legal, pois a idéia em de que os índios que pegam em armas contra os portugueses deviam ser mortos e, se aprisionados, tornavam-se escravos. Porém antes de Crisitovão de Barros chegar a Sergipe, em 1575 o padre Gaspar Lourenço e o irmão Salônio, vieram da Bahia com a finalidade de catequisar os índios. Retratando as andanças dos Jesuítas, temos um importante documento, a Carta de Tolosa, que mostra do ponto de vista dos portugueses, as atuações destes entre os índios e os conflitos. Entretanto, o trabalho de catequese demandava tempo e foi bruscamente interrompido pela ação do governador Luís de Brito e Almeida. E em 1590 se deu a conquista de Sergipe por Cristovão de Barros e o genocídeo e o etnocídeo da população indígena.

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